Ex-prefeito tenta frear debandada de aliados e avalia presença feminina na chapa para enfrentar Jerônimo Rodrigues
Por Redação
Lauro de Freitas (BA) – 7 de novembro de 2025
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), após negar os rumores de que desistiria da disputa pelo Governo da Bahia em 2026, intensificou a busca por aliados estratégicos na tentativa de recompor sua base política e fortalecer a chapa oposicionista.
Débora Regis surge como possível vice
Entre os nomes avaliados, o de Débora Regis (UB), prefeita de Lauro de Freitas, passou a ser ventilado como uma possível candidata a vice-governadora. A presença de Débora na chapa é vista por aliados como uma oportunidade de ampliar a representatividade feminina e atrair o eleitorado da Região Metropolitana de Salvador, área considerada estratégica para o pleito.
A movimentação acontece em meio ao fortalecimento do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que vem articulando sua reeleição e conquistando o apoio de prefeitos que antes integravam a base de Neto.
Debandada preocupa União Brasil
Nos bastidores, a debandada de prefeitos aliados tem gerado preocupação na cúpula do União Brasil. O próprio governador Jerônimo Rodrigues deve se reunir, nos próximos dias, com Débora Regis, o que acendeu o alerta entre os oposicionistas.
Como forma de evitar uma possível aproximação da prefeita com o grupo governista, caciques do partido passaram a defender a inclusão do nome de Débora na chapa majoritária, o que, segundo interlocutores, seria também um gesto político de valorização.
Entre lealdade e pragmatismo
Entre as principais lideranças municipais ainda alinhadas a ACM Neto, Débora Regis tem se mantido firme em declarações públicas de apoio ao ex-prefeito. Já em cidades estratégicas como Feira de Santana, o prefeito Zé Ronaldo (UB) tem evitado manifestar apoio explícito, revelando sinais de fragilidade na base municipalista de Neto.
Prefeita deve cumprir mandato
Apesar das especulações, pessoas próximas à gestora afirmam que, mesmo diante de um convite formal, Débora não deve aceitar o posto de vice, pois pretende cumprir integralmente seu mandato à frente da Prefeitura de Lauro de Freitas.
A indefinição, contudo, reforça o cenário de tensão e rearranjo político na oposição baiana — que tenta se reorganizar enquanto o governo do estado segue ampliando sua influência entre os municípios.










