O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Lauro de Freitas, instaurou um procedimento para investigar a atuação do vereador Gabriel Bandarra, o Tenóbio (PL), acusado de manter 30 cargos comissionados na prefeitura do município.
Segundo o MP, os postos teriam sido usados para loteamento político e eventual cooptação de apoio partidário, o que poderia configurar violação aos princípios da administração pública — notadamente impessoalidade, moralidade e eficiência — além de possível dano ao erário. A investigação está sob responsabilidade da promotora Ivana Silva Moreira.
Em julho deste ano, após Tenóbio anunciar o rompimento com a prefeita Débora Regis (União Brasil), todas as pessoas apontadas como ligadas ao vereador foram exoneradas.
“Não existe nenhuma prova”, diz Tenóbio
Procurado pelo BNews, o vereador negou qualquer irregularidade.
“O que está sendo divulgado eu já esperava. Trata-se apenas da abertura de um processo para apurar uma denúncia infundada de que eu teria 30 cargos na prefeitura. Isso não aconteceu, portanto não há como provar algo inexistente. Diversas pessoas que estavam na gestão não tinham ligação comigo”, afirmou.
Ele também disse que as exonerações feitas após o rompimento político não significam que os servidores exonerados pertenciam ao seu grupo.
Tenóbio declarou ainda não ver problema na atuação do MP:
“É papel do Ministério Público investigar. Assim como a Câmara fiscaliza, o MP também deve fazer seu trabalho. Não tenho nada contra isso.”
Por fim, o vereador ressaltou que sempre manteve postura independente:
“Mesmo integrando o grupo da prefeita, continuei fazendo críticas e fiscalização sempre que necessário. Meu trabalho é sério, e minhas atitudes mostram isso.”










