Aliados próximos da então candidata e hoje prefeita Débora Régis, Mauro Cardim e Gustavo Ferraz passaram de integrantes do núcleo estratégico da campanha a vozes críticas do atual governo, menos de um ano após o início da gestão.
Ambos participaram do grupo que articulou a oposição à ex-prefeita Moema Gramacho em Lauro de Freitas. Cardim — ex-secretário municipal e antigo crítico de Moema — chegou a lançar pré-candidatura a prefeito nas últimas eleições, mas desistiu em prol da unidade do grupo, apoiando Débora Régis, que venceu com mais de 70 mil votos.
Segundo Cardim, porém, sua participação não resultou no espaço político esperado na atual gestão. Ele afirma ter sido preterido e não ter recebido sequer uma indicação administrativa. Apesar disso, nega que o rompimento tenha sido motivado por cargos.
“Não faço política por cargos. Meu compromisso é com o desenvolvimento da cidade. A mudança que esperávamos não aconteceu, e, assim como muitos eleitores, não me sinto representado pelo atual projeto”, afirmou.
Cardim também criticou o estilo de atuação da prefeita, dizendo que “é preciso assumir os problemas da cidade com mais seriedade”.
Já Gustavo Ferraz, primeiro suplente de vereador pelo mesmo partido da prefeita, assumiu inicialmente a Superintendência de Trânsito e Transporte. Ele pediu exoneração cerca de quatro meses atrás e hoje se posiciona como oposição.
Segundo Ferraz, seu alinhamento político nunca foi diretamente ligado ao de Débora, embora estivesse no mesmo partido.
“Minha participação no governo foi discutida internamente, mas entendi que a função não permitia autonomia para entregar resultados. Por isso decidi deixar o cargo”, disse.
Mesmo reconhecendo a importância da alternância de poder, Ferraz afirmou estar desapontado com o desempenho administrativo da atual gestão.










