O Brasil tem um “parente” das Ilhas Maldivas: o Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte. Os dois têm a mesma formação geológica — são atóis, recifes de corais ou algas calcárias em formato de anel que circundam uma lagoa central. A diferença é que o atol brasileiro é protegido por leis ambientais e não pode ser visitado.
Os atóis se formam a partir de vulcões submarinos que se elevam do fundo do mar até a superfície. “O edifício desse vulcão inativo serve como esqueleto para a colonização de corais”, explica o geólogo Gustavo Bianchi, da UnB. Segundo ele, o vulcanismo no Atol das Rocas cessou há cerca de 12 milhões de anos.
Apesar da formação parecida, os “primos” têm diferenças. As Maldivas reúnem vários atóis, enquanto o das Rocas é o único do Atlântico Sul. E os ecossistemas divergem: o brasileiro é dominado por algas coralináceas incrustantes, e o asiático, por corais.









