A queda de cabelo causada pela quimioterapia é um dos efeitos colaterais mais temidos por quem trata um câncer. Uma alternativa para reduzir essa perda é a crioterapia capilar, conhecida como touca gelada.
“A quimioterapia age principalmente sobre as células que se multiplicam rapidamente, e as células responsáveis pelo crescimento do cabelo também têm essa característica”, explica a oncologista Sabina Aleixo. Ela lembra que nem toda quimioterapia derruba o cabelo e que a intensidade varia conforme os medicamentos.
“A touca resfria bastante o couro cabeludo. Com o frio, os vasos sanguíneos da região se contraem, fazendo com que uma quantidade menor do medicamento chegue até a raiz do cabelo”, diz a médica.
Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), feito principalmente com mulheres, mostrou que cerca de metade das pacientes que usaram a touca manteve mais de 50% do cabelo depois dos ciclos de quimioterapia. “Preservar o cabelo não significa necessariamente não perder nenhum fio. Pode ocorrer queda, mas em uma quantidade bem menor”, pondera Sabina.
A técnica não serve para todos os casos, como alguns cânceres do sangue, a exemplo de leucemias e linfomas, e precisa ser avaliada pelo oncologista. Dor de cabeça, sensação intensa de frio e desconforto podem acontecer, e as sessões ficam mais longas, porque o resfriamento é feito antes, durante e depois da medicação.









