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Estudo associa conservantes de ultraprocessados a risco cardiovascular

Consumidora lendo o rótulo de um produto no supermercado

Um estudo publicado na revista European Heart Journal em maio associou o consumo frequente de alguns conservantes a maior risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares, como o infarto. A pesquisa acompanhou 112.395 adultos na França por cerca de sete a oito anos, a partir de registros detalhados da alimentação feitos pelos próprios participantes.

O trabalho aponta associações, mas não estabelece relação de causa direta. Ainda assim, alimenta o debate sobre o consumo frequente de ultraprocessados.

Aditivos alimentares são substâncias incluídas de propósito nos produtos para conservar, dar cor, sabor ou melhorar a textura. Entre os principais tipos estão conservantes, antioxidantes, corantes, aromatizantes, emulsificantes e edulcorantes, comuns em ultraprocessados, que costumam combinar vários deles na mesma formulação.

A nutricionista Risoneide Calazans, diretora do Conselho Federal de Nutrição, lembra que um produto pode conter apenas aditivos autorizados e, ainda assim, não ter bom perfil nutricional. “O mais importante é avaliar o conjunto da alimentação e a frequência de consumo de ultraprocessados”, ressalta.

Uma das hipóteses para a relação envolve o estresse oxidativo, processo em que há acúmulo de moléculas reativas que podem danificar células e tecidos; outra linha investiga efeitos sobre o pâncreas e o metabolismo. A nutricionista Giovanna Barreiro, do Hospital Brasília, explica que a função do aditivo no alimento não define o que ele fará no organismo: “É preciso considerar dose, frequência de consumo, duração da exposição e características individuais”.

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