Pessoas idosas podem doar órgãos em vida, desde que estejam saudáveis e sejam aprovadas em uma avaliação médica rigorosa. Pelas regras do Sistema Nacional de Transplantes, o doador vivo precisa ser juridicamente capaz, concordar com o procedimento e não pode ter a própria saúde comprometida.
Foi o caso de Arivaldo Pereira Sampaio. Aos 69 anos, ele se candidatou para doar um rim ao filho, Alysson, que tinha perdido a função do único rim e precisava de um transplante. “Eu fiquei realmente com o medo de não poder ser o doador. Eu não apresentava nenhum sintoma claro de saúde, mas o peso da idade, a gente não sabe como estaria o órgão”, conta.
Depois de descobrir que era compatível e passar por uma série de exames, Arivaldo foi considerado apto. A cirurgia foi feita em 25 de setembro de 2024, e ele define a chance de ajudar o filho como uma “grande graça de Deus”.
A lei permite a doação em vida entre parentes de sangue até o quarto grau e entre cônjuges. Fora disso, é preciso autorização judicial, com exceção da doação de medula óssea.
Arivaldo evitou esforços no primeiro mês e voltou às atividades físicas cerca de três meses depois. Hoje, dá aulas de ginástica, faz musculação e pratica corrida. “Eu me sinto muito bem, graças a Deus, tendo uma vida normal. Eu não tenho nenhuma complicação, nenhuma medicação a tomar por ser doador”, relata.









