Uma análise de múmias do Império Inca mostrou que os escolhidos para a capacocha, um dos rituais mais sagrados daquela civilização, recebiam substâncias psicoativas antes da cerimônia. O estudo foi conduzido pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, e publicado na revista Antiquity na terça-feira (3/11).
Os pesquisadores fizeram exames toxicológicos em oito múmias encontradas em montanhas do Peru e da Argentina. A análise se concentrou no cabelo e nas unhas, onde as substâncias ficam registradas por muito tempo. Todas tinham vestígios de folha de coca, e algumas também de álcool, provavelmente da chicha, a bebida fermentada de milho.
A hipótese dos cientistas é que a coca era mascada não só por motivos religiosos, mas também para amenizar os efeitos da altitude e do cansaço nas longas jornadas até os picos dos Andes. O Império Inca existiu entre 1438 e 1533, e a capacocha era vista como uma forma de ligar o mundo dos vivos ao divino.









