A atividade de uma proteína chamada CDK1 pode ajudar a identificar quais tumores de mama têm mais chance de resistir a um tratamento comum contra a doença. A descoberta é de pesquisadores do Instituto Garvan, na Austrália, publicada na revista Advanced Science.
O estudo analisou o câncer de mama com receptor de estrogênio positivo, o tipo mais frequente. Essas pacientes costumam receber terapia hormonal combinada a medicamentos chamados inibidores de CDK4/6, que travam a multiplicação das células do tumor. O problema é que nem todos respondem igual, e o remédio pode perder eficácia com o tempo.
A CDK1 funciona como um “motor” da divisão celular: mesmo quando o bloqueio inicial falha, a célula só se divide se esse motor estiver ligado. Os pesquisadores criaram um sensor que acende quando a proteína está ativa e, ao analisar mais de 400 amostras, viram relação entre maior atividade da CDK1, tumores mais agressivos e piores desfechos.










